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Lista Tascón: a 1ª estratégia do chavismo para perseguir opositores

fonte: gazetadopovo.com.br

Denúncias de Fraude e Perseguição na Venezuela

Cenário de Fraude e Perseguição

Denúncias de fraude, falta de transparência eleitoral e perseguição política às alas de oposição ocorrem frequentemente na Venezuela desde que o chavismo assumiu o poder em 1999. A primeira ação evidente aconteceu há 20 anos com a Lista Tascón. O deputado governista Luis Tascón divulgou a lista a pedido de Hugo Chávez.

Lista Tascón e Suas Consequências

O documento vinculava mais de 2 milhões de venezuelanos a uma petição que pedia um referendo para revogar o mandato presidencial. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo chavismo, acatou o pedido. Chávez venceu o referendo de 2004. Contudo, os efeitos da exposição ilegal de opositores daquela época ainda impactam a sociedade. Em suma, ex-funcionários do governo e membros da sociedade civil foram investigados e perseguidos pelo chavismo após a violação do anonimato.

Justificativa da Lista

Os governistas justificaram a divulgação da lista como uma forma de “desmascarar” uma suposta fraude. A oposição estaria usando identidades sem consentimento para assinar a petição. Contudo, a alegada fraude nunca foi comprovada. A lista serviu como um instrumento de perseguição política. Vários meios de comunicação e organizações denunciaram demissões e retaliações contra pessoas cujos nomes constavam da lista.

Decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos

Em 2018, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) considerou o Estado venezuelano culpado. O governo violou os direitos políticos e a liberdade de pensamento e expressão de alguns integrantes da Lista Tascón. Entre eles estava a ativista Rocío San Miguel, presa pelo regime de Nicolás Maduro.

Ameaças e Petições Recentes

O chavismo usou novamente a estratégia de 2004 em 2022. A oposição apresentou uma nova petição para tirar Nicolás Maduro do poder. Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv), disse que pediria ao CNE a lista de pessoas que assinassem o documento. Cabello afirmou que o Psuv e Maduro têm o direito de saber quem são aqueles que pedem a revogação do mandato.

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Reeleição Controversial de Maduro

Nas eleições de 28 de julho, o CNE declarou Maduro reeleito. O órgão não apresentou as atas de votação que indicavam a vitória do ditador. Alegaram um suposto ataque hacker que atrasou a divulgação do resultado. Desde então, venezuelanos protestam nas ruas contra a ditadura. As forças de segurança detiveram mais de mil pessoas e confirmaram 19 mortes.

Repressão e Perseguição Atual

Sequestraram Freddy Superlano, coordenador político do partido opositor Vontade Popular, na terça-feira (30). A oposição denunciou que “funcionários encapuzados” o levaram. As figuras-chave que apontam fraude eleitoral do CNE, como María Corina Machado, seguem escondidas devido à perseguição no país.

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